quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Academias no CEARÁ
IPU - AILCA - Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes
sábado, 23 de janeiro de 2010
AILCA (4 anos) - Nova Diretoria janeiro 2010
ACADEMIA IPUENSE SOLENIZA QUATRO ANOS, EMPOSSA ACADÊMICOS E ESCOLHE NOVA DIRETORIA
>AilcaO presidente Manuel Evander Uchoa Lopes presidiu, na noite de sexta-feira (15), no auditório da Bio Extratus, no Ipu, a última solenidade de posse de sete acadêmicos e, no sábado (16), a assembleia de eleição da nova Diretoria da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes, para o biênio 2010/2011. A AILCA conta agora com 38 imortais com o compromisso solene de movimentar, preservar, cultivar e desenvolver a literatura, as ciências e as artes, bem como a produção literária, científica e artística no município que forneceu, gratuitamente, o ar às suas primeiras respirações. Leia +
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Livro didático - Queda nas vendas
| Novas regras ortográficas derrubam mercado de livros usados em BH |
| Portal UAI - Estado de Minas - 20/01/2010 - Tetê Monteiro - O tradicional mercado de livros didáticos usados em Belo Horizonte perdeu fôlego este ano. As quedas nas vendas chegam a 40% em algumas livrarias da capital. O principal motivo para a baixa, de acordo com os lojistas, é a adequação das editoras à reforma ortográfica instituída em 2008 no país e com prazo de transição até 2012. Com isso, as escolas passaram a exigir edições mais atualizadas – o que significa que o segmento de livro didático usado continuará em queda até a completa implementação das novas regras. “As vendas caíram muito. Aqui na Livraria Ouvidor, chegam a 40%”, afirma o supervisor Bruno Ferreira. A livraria, localizada na Galeria do Ouvidor, no Centro de BH, um dos pontos de referência para quem quer comprar, trocar ou vender livros usados, está há 40 anos no mercado. via AMIGOS DO LIVRO |
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A Saga do Sabugo - Olívio Martins - AFAI - LV - comentário
| 18/01/2010 | ||
| OLÍVIO MARTINS DE SOUZA TORRES | ||
| oliviomst@yahoo.com.br | ||
| Sabugo versus cansanção | ||
| Os confrades da AILCA Airton e Ricardo são entusiastas do cordel e, dentre os cultivadores dessa arte, destaca-se a poeta Dalinha Catunda, nossa vizinha de Ipueiras. Muito bom o cordel de Dalinha sobre o sabugo e sua utilidade, no passado, como precursor do papel de embrulho, do jornal e, nos nossos dias, do papel higiênico. Mas, na ausência do sabugo no mato, utilizavam-se também folhas de árvores e de arbustos. Dramático, porém, era quando o cabra, por engano, utilizava a cansanção, pulando a seguir que nem cabrito para aliviar a dor. RECORDAR É VIVER. Cordialmente, Olívio | ||
CORDEL - A SAGA DO SABUGO - Dalinha Catunda
Por Airton Soares
A escritora Dalinha Catunda, em seu cordel A SAGA DO SABUGO, consegue penetrar na medula da nossa intimidade fisiológica com muito humor, mas sem quaisquer resquícios de chuleza aparente.
De início, nossa atenção se volta para o título. Por dois motivos: primeiro, pelo o emprego da figura de linguagem aliteração e segundo, porque as palavras SAGA e SABUGO nos remetem à ideia de magnitude e pequenez respectivamente. É a opulência de “SAGA” contrastando com este secular refugo que se torna 'magno' diante uma “precisão”.
Dalinha, evidencia mais uma vez sua ousadia, desta feita ao narrar a história do indispensável, simples, sem escolha... sabugo. O mais utilizado, senão o único `ILB' (Instrumento Limpatício Bundal. ) de que se tem notícia.
(...)
“Quem é que vai recusar,
De com ele se limpar
Se não há escolha afinal?”
E, para as gentes chiques, modernosas e com boca de espanto, a cordelista de Ipueiras, sapeca estes versos, cortando-lhes as `asas' ao dizer, com propriedade, que o sabugo já limpara a bunda da alta sociedade:
“Não fiquem de boca aberta.
Nem pensem que é novidade.
Ele já foi muito apreciado,
Nos campos e na cidade.
Passou na bunda de gente
Que se dizia bem decente,
E de uma alta sociedade.”
E por fim, a poetisa diz que o sabugo nos “tempos idos era tido / como a melhor solução” pois “ele limpa, coça e penteia” e quem hoje o sabugo renega “já teve ele nas prega” E desabafa com Ele: Meu Deus! Que ingratidão.
* Visite o Cantinho da Dalinha!
* Sugue e sorva o que há de melhor da Cultura Nordestina!
* Sabuque-se do excesso desta higiênica “selva de pedras”!
Acesse o lingue e leia o cordel na íntegra:
http://cantinhodadalinha.blogspot.com/2010/01/saga-do-sabugo.html
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Novos acadêmicos - 15 de janeiro de 2010
| 18/01/2010 | |
| HENRIQUE AUGUSTO PEREIRA PONTES - GUTO PONTES | ||
| guto@secrel.com.br | ||
| AILCA | ||
| Parabenizamos e aplaudimos os novos Acadêmicos da AILCA que tomaram posse na última sexta-feira em IPU. Também, à nova diretoria da AILCA e ao confrade Valdemir Mourão pela iniciativa e disposição de liderar um grupo composto por excelentes irmãos ipuenses, cheios de talento e capacidade de trabalho pela nossa terra. Grande abraço e boa sorte a todos! fonte: AFAI - LV | ||
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domingo, 17 de janeiro de 2010
Exposição de pinturas e lançamento de livros em ipu
EXPOSIÇÃO DE PINTURAS E
LANÇAMENTO DE LIVROS NO IPU
Nos três últimos dias dos festejos dedicados a São Sebastião, padroeiro do Ipu, a "Livraria Companhia do Livro" participou culturalmente da festa do mártir santo, promovendo uma exposição de pinturas "Lembranças" de Percília Laís Mourão, ipuense que viveu no Ipu nos tempos áureos, radicada no Rio de Janeiro. Os quadros da Laís são reminiscências da sua infância e juventude na bela terra de Iracema.
A Laís mostrou, a muitos visitantes da exposição, quadros do Grêmio, da Estação, do Escondido, do Alto da Coruja e do Bonito, entre outros locais que ela viveu.
MUNDO FORA DE ESQUADRO
Outro evento cultural da "Livraria Companhia do Livro" foi os lançamentos dos livros "O Mundo Fora de Esquadro," de autoria do ipuense Airton Soares, radicado em Fortaleza; "Praticando Redação," do professor Valdemir Mourão, acadêmico da ACLP e da AILCA; e "A comunidade, a cultura e o turismo", da turismóloga Lorena Cláudia Vieira, de Fortaleza.
Tanto a exposição de pinturas como os lançamentos dos livros foram bastante concorridos, principalmente na tarde do dia 20, sábado. A "Livraria Companhia do Livro" é estabelecida à Rua Padre Mororó, 808, em Ipu, atrás do Ginásio Coberto.
jpMourão - Ipu/Fortaleza, CE
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AILCA - Acadêmicos
Relação dos Acadêmicos Correspondentes:
ACADÊMICOS por CADEIRA
Cadeira nº18 - JOÃO PEREIRA MOURÃO
Rua Liberato Barroso, 307 – Sala, 225
Edifício Triunfo, Centro
60030-901 – Fortaleza, CE
Fones: (85) 3226-0909 e 8822-9494
E-mail 1: jpmourao@jpmourao.com.br
E-mail 2: jpmourao.imoveis@jpmourao.com.br
Páginas na WEB:
Blog - http://blogdojpmourao.blogspot.com/
Sítios - http://www.jpmourao.com.br/
http://www.jpmourao.cim.br/
http://www.jpmourao.net/
Patrono: JOSÉ ITAMAR MOURÃO
Joaquim Nabuco ( 1849 - 1910) Centenário de morte
O dia 17 de janeiro deste ano de 2010 assinala os cem anos da morte de um dos brasileiros mais ilustres de toda a nossa História: Joaquim Nabuco, pernambucano, nascido em 1849 no Engenho Massangana, que se localiza no Município de Cabo de Santo Agostinho, a 48 quilômetros do Recife. Hoje a vila é conhecida como zona portuária de Suape, no litoral sul de Pernambuco. Talvez o maior destaque para sua biografia seja a sua luta em favor da abolição dos escravos, além de qualidades de um espírito privilegiadamente aberto como escritor, jornalista, diplomata (serviu o Brasil em Washington) e, principalmente, advogado que cursou as Faculdades de São Paulo (Arcadas de São Francisco) e do Recife.
Falava inglês e francês, com fluência, tendo utilizado esses conhecimentos lingüísticos para propagar sua idéias de liberdade em textos escritos e em palestras pelo mundo europeu e mesmo nos Estados Unidos. Conta-se que aos oito anos de idade presenciou situação inusitada e comovedora, marcando-o pela vida afora como incansável defensor da libertação dos escravos: um negro fugitivo de 18 anos de idade veio em sua direção, jogou-se aos seus pés implorando-lhe que pedisse à madrinha Ana Rosa Falcão de Carvalho para comprá-lo, livrando-o dos castigos de seu dono.
E assim o pequeno Quincas teve seu espírito duramente influenciado pela cena que o acompanhou e lhe inspirou a luta abolicionista. Seu livro mais importante "Minha Formação", que lí nos meus vinte anos e o releio agora com melhores condições para apreciar não só seu valor literário, como também e, principalmente, a mensagem e o testemunho de uma vida singular. Sabemos por informações da imprensa que se preparam grandes comemorações para o chamado Ano Nabuco com uma exposição que vai percorrer o Brasil passando, claro, por São Paulo, sob o título Joaquim Nabuco - Brasileiro, Cidadão do Mundo.
A Fundação que leva seu nome é a promotora de festividades e homenagens que se prestarão ao insigne filho do Brasil, que encantou o mundo de seu tempo e engrandeceu sua Terra. Em profusão significativa de cartas que escreveu durante toda a sua vida e que estão sendo editadas em livro, fixava seus escritos naquela que foi, em verdade, sua obsessão: a libertação dos cativos. Chegou mesmo a visitar, pessoalmente, o Papa Leão XIII, em Roma, pedindo sua ajuda para a grande causa. Leão XIII (período do papado 1878 - 1903), foi o papa da Enciclica Rerum Novarum, em favor da causa dos operários em todo o mundo, uma significativa manifestação da Igreja Católica sobre o importante tema, tão grato ao nosso presidente Lula.
Felizmente para nós, hoje, consumou-se o grande sonho de Nabuco: a libertação dos escravos. O 20 de novembro, dia da Consciência Negra aí está para, entre outros fatos, atestar essa purgação de uma Nação verdadeiramente livre e democrática como hoje é o Brasil.
Fonte: Jornal Em Rede
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domingo, 10 de janeiro de 2010
LIVRO - Resenha - Análise - Crítica
André Rezende - Maça caramelada - INFÂNCIA, VELHICE, TEMPO, ANSIEDADE - peça
Pau-de-Arara - Símbolo da Migração
Música Comedor de Gilete (Pau-de-Arara) CLICAR
.10/01/2010 - 07h13 uol notícias
Em seis anos, mais de 400 mil nordestinos
voltaram para cidade de origem
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió
.
Com frustração ou sucesso, nordestinos fazem caminho inverso e retornam
Os famosos paus-de-arara, que durante boa parte do século 20 foram o símbolo da migração nordestina para o "Sul", deram lugar aos ônibus que trazem os nordestinos de volta à terra natal. A esperança em ter uma vida melhor levou milhões deles a tentar a vida em outras regiões, em especial o Sudeste
Os dados revelam que o Estado de São Paulo, que sempre foi o maior receptor dos nordestinos, tornou-se hoje o maior "exportador" de volta dos mesmos - 61% dos que retornaram vieram de SP. "Por dois anos consecutivos, em 2006 e 2007, este Estado enviou mais pessoas a outros locais do que recebeu. Isto resultou em um saldo migratório negativo, entre os anos de 2002 e 2007, no valor de 135 mil pessoas. A maior parte é de nordestinos que perfizeram o caminho de volta."
Segundo a professora, a Pnad mostra que o retorno acontece, na maioria das vezes, por falta de oportunidade. "Cerca de 60% dos que retornaram eram do sexo masculino e aproximadamente 78% tinham menos de 49 anos. Estas informações mostram que eles estavam em plena capacidade produtiva de trabalho. Observou-se que somente 33,01% conseguiram um emprego formal. Outros 35% se encontravam em atividades consideradas autônomas", conta.
Programas sociais e esgotamento industrial
Para o professor de economia regional da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), Cícero Péricles, alguns fatores regionais são determinantes nessa mudança de rota. "Os registros da migração coincidem com o esgotamento dos destinos tradicionais dos pobres do Nordeste: as fronteiras agrícolas, como na Amazônia e Centro-Oeste; com a perda de atração na construção civil do Sudeste e com o maior padrão de exigência no setor da indústria paulista, onde a mão-de-obra nordestina não encontra colocação. Outro elemento importante é que as condições sociais da região [Nordeste] melhoraram muito nos últimos anos", explica, ressaltando que o Nordeste cresce em ritmo mais acelerado do que nas demais regiões.
Para o economista, um dado importante que os números revelam é que mais da metade das famílias nordestinas pobres recebe algum benefício federal, seja do Bolsa Família ou da Previdência Social. "Isso é determinante na contenção da miséria. Das 14,5 milhões de famílias no Nordeste, sete milhões recebem da Previdência e 5,6 milhões recebem o Bolsa Família. O salário mínimo, forma de pagamento de dois terços dos assalariados na região, tem impactos no Nordeste maior do que em qualquer outra região. Como hoje existem alguns pólos de desenvolvimento econômico, junto com esse colchão social, as pessoas acabam apostando mais na vida por aqui", afirmou.
Péricles diz ainda que, nos últimos dez anos, as secas tiveram impactos minimizados pelas políticas públicas, o que fortaleceu o vínculo com a região. "Aí acontece outro fenômeno importante: o Nordeste se urbanizou e conta com 70% da população nas cidades. Hoje é mais comum a migração rural para as pequenas cidades, e daí para as grandes. O fenômeno que se percebe é que, ao invés de ir direto para São Paulo, ele tenta a vida numa capital nordestina", explicou o economista.
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Comedor de Gilete (Pau-de-Arara
| O retorno dos nordestinos CLICAR Música: COMEDOR DE GILETE (PAU-DE-ARARA) | |||||||||||||||
| Autor(es): Carlos Lyra & Vinicius de Moraes | |||||||||||||||
| DO MUSICAL Pobre Menina Rica de Carlos Lyra & Vinícius de Moraes Música 7
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sábado, 9 de janeiro de 2010
Joaquim nabuco - centenário de morte
Acervo da Fundação Joaquim Nabuco![]() |
FABIO VICTOR
DA REPORTAGEM LOCAL
De certas figuras públicas às vezes se esquece que viveram a vida banal cotidiana e tiveram suas debilidades e sensações triviais. Joaquim Nabuco, o abolicionista, político e diplomata cuja morte completa cem anos no dia 17, é um desses personagens que, por imensos, parecem intangíveis. Mas os arquivos volta e meia lembram que foram gente e desvelam-lhes as facetas humanas.
As mais recentes de Nabuco surgem da correspondência trocada com o escritor e diplomata Graça Aranha, objeto de uma pesquisa de cinco anos de Anco Márcio Tenório Vieira, professor de pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco, em fase de finalização e que deve ser publicada em livro neste ano.
Vieira mergulhou nos acervos da Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco), no Recife, e da ABL (Academia Brasileira de Letras), no Rio, onde repousa o acervo de Graça Aranha.
Revolveu 290 cartas entre os dois e trouxe à superfície traços do Nabuco diplomata, liderando no fim do século 19 a (derrotada) disputa com a Inglaterra por terras na Guiana, mas vieram junto detalhes valiosos da vida privada do personagem.
O período da troca epistolar vai de 1899 a 1910, os últimos anos de vida de Nabuco. O outono do pensador pernambucano foi intenso. Começou com a redenção como homem público -ao ser nomeado para chefiar na Europa a missão da Guiana, após o ostracismo que se seguiu à recusa em aderir à República-, terminou com as queixas à saúde frágil e com o fracasso, sendo ele embaixador em Washington, para impor seu pan-americanismo ao governo brasileiro -que permaneceu mais alinhado à Europa.
Ao lado dos seus diários, publicados em 2005 em parceria entre editora Bem-Te-Vi e Fundaj, as cartas de Nabuco (há trechos destas repetidos naqueles) são o suprassumo de sua vivência cotidiana, recentemente explorada com esmero na biografia de Angela Alonso publicada em 2007 pela Companhia das Letras.
O trabalho da equipe de Anco Vieira -que inclui as pesquisadoras Virgínia Celeste Carvalho da Silva, Suelen Orling Machado e Yara Gonçalves Manolaque- agrega elementos importantes a este outro Nabuco.
Nivelado ao patamar coloquial, pouco lembra o intelectual de feitos heroicos e reconhecimento internacional. Capaz de dar uma carteirada num porto americano e divertir-se depois ao relatar o episódio a Aranha, numa das cartas pinçadas por Anco Vieira para a Folha.
Ou de fofocar, desdenhando de monstros sagrados da inteligência nacional: em carta de 12 de setembro de 1903, conta ao amigo que não leu e não gostou de "Os Sertões", de Euclydes da Cunha. "É um imenso cipoal; a pena do escritor parece-me mesmo um cipó dos mais rijos e dos mais enroscados. (...) De certo talento há nele, e muito, mas o talento quando não é acompanhado da ordem necessária para o desenvolver e apresentar, há alguma coisa em mim que me faz fugir dele."
À medida que a doença se aproxima (teve arteriosclerose e policitemia), queixa-se. Em 21 de novembro de 1906 escreve: "(...) Também não posso ler, porque os olhos logo se congestionam, nem escrever, porque o braço cansa logo e a mão se nega a segurar a pena".
Em outra carta, publicada na última edição da revista "Continente", reclama da surdez. "Estou talvez condenado a refugiar-me nas recordações; lá se foram os ouvidos para a música, o espírito, a convivência, o que já aumentou muito o papel da "Memória" [memorial sobre a disputa pelos limites da Guiana] na elaboração da felicidade que me é precisa para viver, e breve não poderei mais permitir-me a distração das dez horas de trabalho por dia."
É certo que o maior militante brasileiro do fim da escravidão teve correspondências mais ilustres, como as com Machado de Assis e Rui Barbosa, ambas já publicadas. Mas poucas foram tão extensas e íntimas como a com Graça Aranha, que, aos 30 anos, foi secretário de Nabuco na missão da Guiana.
"Graça Aranha tornou-se seu confidente e braço direito durante todo o processo da Guiana Inglesa e o último grande amigo na sua última década de vida. Foi a ponte entre a Geração de 1870 e a que vai sucedê-la, os intelectuais dos anos 1920. Em relação à primeira, ele era o mascote de um grupo que estava na faixa dos 50 anos; quanto à segunda, estava na posição oposta, de sênior", explica Anco Vieira.
Ano Joaquim Nabuco
Uma lei aprovada no ano passado no Congresso institui 2010 como Ano Nacional Joaquim Nabuco. Fundaj e ABL preparam uma série de atividades para marcar os cem anos da morte do abolicionista, a partir da data (dia 17), quando haverá uma missa na igreja da Candelária, no Rio. No dia seguinte, a ABL faz uma sessão especial.
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fonte: Jornal Folha de S. Paulo, 09/01/2010
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Centenário de morte de Joaquim Nabuco
17 de janeiro
100tenário de morte
Joaquim Nabuco
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo | |
| Joaquim Nabuco, em 1902 | |
| Nascimento | 19 de agosto de 1849 Recife |
|---|---|
| Morte | 17 de janeiro de 1910 Washington |
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (Recife, 19 de agosto de 1849 — Washington, 17 de janeiro de 1910) foi um brasileiro político, diplomata, historiador, jurista, jornalista e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
Foi um dos grandes diplomatas do Império, além de orador, poeta e memorialista. Além de "O Abolicionismo", "Minha Formação" figura como uma importante obra de memórias, onde se percebe o paradoxo de quem foi educado por uma família escravocrata, mas optou pela luta em favor dos escravos. Nabuco diz sentir "saudade do escravo" pela generosidade deles, num contraponto ao egoísmo do senhor. "A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil", sentenciou.
| O verdadeiro patriotismo é o que concilia a pátria com a humanidade.[1] |
80 anos de João Cabral de Melo Neto
Sábado, dia 09
80 anos - João Cabral de Melo Neto
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| João Cabral de Melo Neto | |
| Estátua de João Cabral de Melo Neto no Recife | |
| Nascimento | 9 de Janeiro de 1920 Recife, Brasil |
|---|---|
| Morte | 9 de Outubro de 1999 (79 anos) Rio de Janeiro, Brasil |
| Nacionalidade | Brasileiro |
| Ocupação | Poeta |
| Magnum opus | Morte e vida severina |
| Influências | Stéphane Mallarmé, Paul Valéry, literatura de cordel, Piet Mondrian, Marianne Moore, Le Corbusier, Charles Baudelaire |
| Influenciados | Poesia concreta, Elizabeth Bishop, Régis Bonvicino, Carlito Azevedo, António Lobo Antunes |
João Cabral de Mello Neto (9 de janeiro de 1920, Recife – 9 de outubro de 1999, Rio de Janeiro) foi um poeta e diplomata brasileiro. Sua obra poética, caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil.
Irmão do historiador Evaldo Cabral de Melo e primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freyre, João Cabral foi amigo do pintor Juan Miró e do poeta Joan Brossa. Membro da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira de Letras, foi agraciado com vários prêmios literários. Quando morreu, em 1999, especulava-se que era um forte candidato ao Prêmio Nobel de Literatura.[1]
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